Mundo 25 de maio de 2026

Ascensão da China favorece avanço econômico e autonomia de países africanos

Parcerias em infraestrutura, energia e comércio fortalecem protagonismo africano em meio à disputa global entre China, Estados Unidos e Europa

A ascensão econômica da China e o enfraquecimento de uma ordem mundial centrada apenas nos Estados Unidos e na Europa vêm abrindo novas possibilidades para países africanos ampliarem investimentos, infraestrutura e autonomia econômica. O continente, que celebra nesta segunda-feira (25) o Dia da África, tem no gigante asiático seu principal parceiro comercial, com US$ 295 bilhões movimentados em 2024.

Com cerca de 1,5 bilhão de habitantes e uma população majoritariamente jovem, a África tem atraído projetos ligados à construção de portos, ferrovias, indústrias e energia. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a presença chinesa se diferencia por priorizar investimentos em infraestrutura e integração comercial, permitindo que países africanos ampliem capacidade produtiva e participação no mercado global.

Infraestrutura e comércio

Em 2025, a África liderou os investimentos da Nova Rota da Seda, iniciativa chinesa voltada à integração econômica internacional. Somente no ano passado, o continente recebeu mais de US$ 61 bilhões em projetos ligados a transporte, energia e construção civil. Países como Nigéria, Angola e República do Congo estão entre os principais beneficiados.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos intensificam a disputa por influência no continente, principalmente devido às reservas africanas de minerais estratégicos usados na indústria tecnológica e energética. Segundo pesquisadores, Washington tem ampliado acordos voltados ao acesso a matérias-primas, enquanto países africanos tentam ampliar soberania econômica e capacidade de negociação diante das grandes potências.

Busca por protagonismo

Especialistas destacam que a África vive hoje um cenário mais favorável do que no período pós-independência das antigas colônias europeias. Iniciativas como a Zona de Livre Comércio Continental Africana e a Agenda 2063 da União Africana buscam fortalecer a integração econômica regional e reduzir a dependência externa. Para analistas, a nova configuração geopolítica mundial tem favorecido o aumento da autonomia política e econômica de diversas nações africanas.

Informações extraídas da reportagem Dia da África: continente aproveita ascensão da China e mira progresso (Agência Brasil).

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25/05/26

 

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