Saúde 27 de abril de 2026

Pesquisa da Fiocruz mostra que Doença de Chagas permanece em Feira de Santana

Estudo identifica casos positivos em ação de triagem cardíaca e reforça atenção à circulação do parasita na região

A Doença de Chagas segue presente em Feira de Santana. É o que aponta um estudo conduzido pela Fiocruz Bahia, divulgado em março, que identificou casos da infecção durante uma iniciativa comunitária de triagem cardíaca realizada no município.

Pesquisa da Fiocruz mostra que Doença de Chagas permanece em Feira de SantanaEstudo identifica casos positivos em ação de triagem cardíaca e reforça atenção à circulação do parasita na região

Arte: Fiocruz Bahia

A pesquisa, coordenada pelo pesquisador Fred Santos, investigou a presença do parasita Trypanosoma cruzi entre participantes da ação. Ao todo, 1.115 pessoas passaram por exames cardíacos, incluindo eletrocardiogramas e avaliação por cardiologistas com apoio de telemedicina.

Triagem

Durante o estudo, os pesquisadores aplicaram um modelo de estratificação de risco que reuniu dados clínicos, informações epidemiológicas e análise de exames por inteligência artificial. A partir desse cruzamento, 112 pessoas foram selecionadas para testes laboratoriais específicos para detecção da infecção.

Entre os participantes testados, 13 apresentaram resultado positivo, o que corresponde a uma taxa de 11,6 por cento no grupo analisado. O levantamento também apontou maior probabilidade de infecção entre pessoas que relataram ter visto barbeiros dentro de casa, além de indicar a influência da migração de áreas endêmicas da Bahia.

Doença

Causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, a Doença de Chagas é uma infecção que pode permanecer silenciosa por anos e, em muitos casos, só se manifesta quando já há comprometimento do coração ou do sistema digestivo. A principal forma de transmissão ocorre por meio do inseto conhecido como ‘barbeiro’, que pode carregar o parasita e contaminá-lo ao entrar em contato com a pele humana.

Além da transmissão vetorial, a infecção também pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou de mãe para filho durante a gestação. Os achados reforçam que a doença não pertence apenas ao passado e indicam a necessidade de ampliar ações de diagnóstico e controle.

A coleta de dados foi realizada em 2024, e os resultados foram publicados em 2006 na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, uma das principais publicações internacionais dedicadas às doenças tropicais negligenciadas.

Com informações Dalila Brito / Fiocruz Bahia 

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27/04/26

 

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