Nova espécie de planta é identificada na Caatinga por pesquisadores da Uefs
Estudo diferencia a Cenostigma lewisii de espécie semelhante e amplia o conhecimento sobre a biodiversidade do semiárido
Uma nova espécie de planta foi identificada na Caatinga por pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Botânica da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Batizada de Cenostigma lewisii, a espécie é popularmente associada à catingueira, planta comum no bioma, mas que até então vinha sendo confundida com outra já conhecida pela ciência.
O estudo foi conduzido pelo doutorando Filipe Oliveira, sob orientação do professor Luciano Paganucci, com colaboração dos pesquisadores Felipe Santos e Lamarck Rocha. A equipe identificou a ocorrência da nova espécie nos estados da Bahia e de Pernambuco, principalmente em áreas de caatinga arenosa, após análises detalhadas em campo e em coleções botânicas.
Pesquisa
A distinção entre as espécies só foi possível a partir de estudos taxonômicos, que envolvem a descrição e classificação de organismos. Segundo os pesquisadores, Cenostigma lewisii apresenta diferenças morfológicas relevantes em relação à Cenostigma microphyllum, como menor ramificação e inflorescências maiores, além de menor quantidade de glândulas na superfície da planta.

Paganucci e Oliveira (fotos: Edvan Barbosa)
A identificação de uma nova espécie em um bioma amplamente estudado reforça que a biodiversidade da Caatinga ainda não é totalmente conhecida. Para os cientistas, o resultado evidencia a importância de pesquisas contínuas e do trabalho de campo aliado ao estudo de acervos botânicos.
Registro
Com a publicação científica, a espécie passa a ser oficialmente reconhecida pela comunidade internacional. Esse registro permite que a planta seja avaliada quanto ao risco de extinção e incluída em estratégias de conservação, além de abrir
possibilidades para futuras pesquisas, incluindo estudos sobre potenciais usos químicos e farmacêuticos.
O trabalho contou com apoio de agências de fomento à pesquisa, como Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, além de utilizar acervos especializados que reúnem milhares de espécimes da flora nordestina.
Com informações Ascom/Uefs
Siga @feirahoje
26/04/26




