Violência sexual amplia risco de doenças cardíacas em mulheres, aponta estudo
Pesquisa com dados nacionais indica aumento de 74% no risco cardiovascular entre vítimas, reforçando a violência como questão de saúde pública
A violência sexual deixa marcas que ultrapassam os impactos imediatos e pode comprometer a saúde ao longo da vida. Um estudo baseado em dados brasileiros aponta que mulheres vítimas desse tipo de violência têm 74% mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e arritmias.
A pesquisa utilizou informações da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE, considerada o principal levantamento sobre as condições de saúde da população no país. Os pesquisadores cruzaram dados de mais de 70 mil entrevistas e aplicaram métodos estatísticos para isolar fatores como idade, escolaridade, cor da pele e região, confirmando a relação direta entre a violência sofrida e os problemas cardíacos.
Impactos vão além do trauma psicológico
Segundo especialistas, os efeitos da violência sexual não se limitam à saúde mental. O trauma pode desencadear quadros de ansiedade, depressão e estresse crônico, que contribuem para processos inflamatórios no organismo, além de alterações na pressão arterial e na frequência cardíaca. Esses fatores elevam o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.
Além disso, experiências traumáticas podem influenciar comportamentos prejudiciais à saúde, como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo de álcool e tabaco. No Brasil, ao menos 8,61% das mulheres relatam já ter sofrido violência sexual, embora especialistas alertem que o número pode ser maior devido à subnotificação. O estudo reforça a necessidade de integrar o enfrentamento à violência às políticas de saúde pública.
Com informações da Agência Brasil
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13/04/26




