Coordenador do Museu do Holocausto palestra em Salvador e reforça importância da memória
“Falar sobre o Holocausto não é falar sobre o passado; é usar o passado para falar sobre o presente e sobre o futuro.” A afirmação é de Carlos Reiss, Coordenador-Geral do Museu do Holocausto de Curitiba, durante palestra realizada nesta quarta-feira (14) no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), como parte da Semana da Memória 2025.

Foto: Ascom/TJBA
O evento marcou os 80 anos do Holocausto e reforçou a necessidade de refletir sobre a justiça, os direitos humanos e os riscos do esquecimento.
Especialista em História e Ética Judaicas, Reiss também é neto de um sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Foi ali que seu avô perdeu familiares, a liberdade — e até mesmo a grafia original do sobrenome, alterada pelos oficiais nazistas. “Marcar essa memória é uma forma de transformar dor em consciência, e silêncio em responsabilidade coletiva”, afirmou.
A palestra integrou a programação promovida pela Comissão Permanente de Memória do TJBA, presidida pelo Desembargador Cássio Miranda, em cumprimento à Resolução nº 316/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui o Dia da Memória do Poder Judiciário (10 de maio).
“Preservar a memória é garantir que os horrores do passado não voltem a se repetir. Hoje enfrentamos novamente o crescimento do antissemitismo, do racismo e da xenofobia. Eventos como este têm caráter educativo e essencial para as novas gerações”, declarou o Desembargador.
O evento contou com a presença de alunos da Escola Professora Áurea dos Humildes Oliveira, do município de Aporá, além de representantes da comunidade judaica, do Ministério Público, da OAB-BA e de magistrados do TJBA.
15/05/25




