Opinião 13 de maio de 2025

Indústrias para fornecimento de insumos eólicos poderiam beneficiar cidades como Feira de Santana

Governador Jerônimo Rodrigues conversou, nesta terça-feira (13), em Pequim, com fornecedores de empresas chinesas

Com uma fábrica inaugurada na Bahia no ano passado, a Goldwind — maior produtora de aerogeradores do mundo — já anunciou planos para triplicar sua capacidade de produção no estado. Durante reunião em Pequim, nesta terça-feira (13), o governador Jerônimo Rodrigues conversou com representantes de sete fornecedores da empresa chinesa, interessados em implantar um parque fabril na Bahia. A proposta é reduzir custos e ampliar a competitividade no setor eólico, que vem crescendo de forma expressiva no país.

Fotos: Daniel Senna (Secom/GovBA)

A pergunta que o Feira Hoje levanta é: será que cidades como Feira de Santana não poderiam ser incluídas nesse e em outros movimentos relativos a novas indústrias? A instalação de fábricas fornecedoras de componentes para o setor eólico, ao menos em parte, poderia representar uma oportunidade concreta para gerar empregos, fortalecer a renda local e aumentar a arrecadação do município.

Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, já dispõe de uma infraestrutura industrial consolidada, incluindo áreas no Centro Industrial do Subaé (CIS), destinadas justamente à atração de empreendimentos produtivos. Além da localização estratégica — no entroncamento rodoviário mais importante do Nordeste —, o município conta com universidades, mão de obra qualificada e um histórico de vocação para o setor de serviços e comércio.

Na reunião em Pequim, os fornecedores reforçaram o interesse em se instalar na Bahia. O governador destacou o compromisso do estado em acolher novos investimentos, inclusive com apoio do Governo Federal. A direção da Goldwind, por sua vez, apresentou os bons resultados da fábrica de Camaçari — a primeira da empresa fora da China (e próxima a Feira de Santana) — e a ambição de ampliar ainda mais sua presença no mercado brasileiro, com foco também na exportação para outros países das Américas.

Feira de Santana, com sua posição estratégica e estrutura industrial subutilizada, pode — e deve — ser parte dessa nova cadeia produtiva. Um olhar mais atento para o interior poderia impulsionar não apenas a economia local, mas também reforçar o compromisso com um desenvolvimento mais equilibrado em todo o território baiano. Tudo vai depender dos entendimentos entre o Estado e a Administração Pública Municipal.

Everaldo Goes – Feira Hoje

13/05/25

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