Saúde 10 de maio de 2025

Estudo da Fiocruz Bahia revela que exposição à sífilis na gestação aumenta risco de internações infantis

Com o avanço dos casos de sífilis nas Américas, cresce também o número de bebês afetados pela transmissão durante a gestação. Um estudo do Cidacs/Fiocruz Bahia, publicado na JAMA Network Open, mostra que a exposição à sífilis na gravidez — mesmo sem que a criança nasça com a infecção — está associada a maior risco de hospitalização nos primeiros anos de vida.

A pesquisa acompanhou mais de 8 milhões de nascimentos no Brasil entre 2011 e 2015. Os dados mostram que crianças com sífilis congênita tiveram um risco seis vezes maior de hospitalização. Já aquelas expostas à sífilis materna, mas sem a infecção congênita, apresentaram um risco 1,9 vez maior, em comparação com crianças não expostas. O risco foi mais elevado no primeiro mês de vida, com impacto persistente até os três anos.

A coordenadora do estudo, Enny Paixão, alerta: “Mesmo quando tratadas durante a gravidez, mulheres com sífilis podem ter bebês afetados. É preciso investir na prevenção da infecção antes da gestação, especialmente em populações vulneráveis”.

A exposição à sífilis foi mais frequente entre mulheres negras, solteiras e com menor escolaridade. Os resultados reforçam a importância de políticas públicas que ampliem o acesso à prevenção e ao cuidado, tanto para as gestantes quanto para os bebês expostos.

Feira Hoje, com informações Fiocruz

10/05/25

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