Vaticano 5 de maio de 2025

Cardeais se reúnem quase todos os dias desde a morte de Francisco

Conclave começa nesta quarta-feira (7)

Desde que o papa Francisco faleceu, no dia 21 de abril, cardeais do mundo inteiro têm se reunido quase diariamente no Vaticano. São conversas intensas, com um único objetivo: preparar o caminho para a escolha do novo líder da Igreja Católica, que tem mais de 1,4 bilhão de fiéis espalhados pelo planeta.

O conclave — aquele encontro secreto em que os cardeais votam até chegar a um novo papa — começa nesta quarta-feira (7), na Capela Sistina. Só participam os cardeais com menos de 80 anos, e todos os 133 com direito a voto já estão em Roma, segundo informou o Vaticano nesta segunda (5).

Por questões de saúde, dois cardeais — um da Espanha e outro do Quênia — não vão poder participar do processo.

A movimentação tem sido grande. Só nesta segunda-feira, 180 cardeais estiveram reunidos, entre eles 132 votantes. O último eleitor também já está na cidade, mas não compareceu ao encontro. A pauta? Os desafios da Igreja e o perfil que se espera do próximo papa.

Entre os assuntos discutidos, está uma preocupação forte com as divisões internas. Um exemplo disso são os debates em torno das bênçãos a casais do mesmo sexo e o espaço das mulheres na Igreja — temas que marcaram o pontificado de Francisco e continuam gerando polêmica.

Apesar das diferenças, muitos cardeais pedem por um papa que mantenha o espírito de Francisco: próximo das pessoas, aberto ao diálogo, e com os pés no chão. “Uma figura que seja ponte, guia e pastor da vida real”, resumiu o porta-voz do Vaticano.

Dois nomes têm sido comentados com frequência: o cardeal italiano Pietro Parolin e o filipino Luis Antonio Tagle. Mas, por enquanto, nada está definido. “Minha lista muda todos os dias”, contou o cardeal britânico Vincent Nichols, que vai participar do seu primeiro conclave.

A expectativa é que o processo de votação leve alguns dias. Só é escolhido quem conseguir apoio de pelo menos dois terços dos votantes. Durante esse período, os cardeais ficam isolados do mundo externo, hospedados em residências dentro do Vaticano.

Fora das votações, há também quem acompanhe de perto e com esperança. É o caso do cardeal alemão Walter Kasper, de 92 anos, que não pode votar, mas deixou sua opinião: “As pessoas querem alguém que siga os passos de Francisco. Um papa que fale com o coração e não se esconda atrás de palácios.”

A última rodada de conversas antes do conclave está marcada para esta terça (6). Depois disso, é esperar a fumaça branca.

Everaldo Goes / Feira Hoje,  com informações da EBC

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05/05/25

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