Saúde 23 de fevereiro de 2025

Covid longa: sintomas persistentes podem durar anos e agravar doenças preexistentes

Pessoas assintomáticas também podem ser vítimas 

A chamada Covid longa ocorre quando sintomas da Covid-19 persistem por semanas, meses ou até anos após a fase aguda da infecção. Essa condição preocupa pela intensidade dos sintomas e pelo risco de agravar doenças já existentes, como diabetes, hipertensão, e problemas cardíacos ou respiratórios. Estudos indicam que mesmo pessoas que tiveram poucos ou nenhum sintoma na fase inicial da Covid-19 podem desenvolver a forma prolongada da doença.

Sintomas mais comuns da Covid longa

  • Fadiga extrema: cansaço persistente e incapacitante.
  • Falta de ar: dificuldade para respirar mesmo após a recuperação da fase aguda.
  • Dores musculares e articulares: desconforto contínuo no corpo.
  • Problemas cognitivos: dificuldade de concentração, lapsos de memória e o chamado “nevoeiro mental”.
  • Distúrbios do sono: insônia ou sono não reparador.
  • Alterações no paladar e olfato: perda ou alteração desses sentidos por tempo prolongado.

Estudos apontam que entre 10% e 30% das pessoas infectadas pelo coronavírus podem desenvolver a Covid longa, mas esses números ainda estão sendo atualizados conforme novas evidências surgem.

Impacto sobre comorbidades

A Covid longa pode agravar doenças preexistentes, como hipertensão, diabetes, asma, insuficiência cardíaca e doenças autoimunes. Além de comprometer funções respiratórias e cardíacas, ela pode intensificar distúrbios neurológicos e inflamatórios silenciosos, com impacto direto na qualidade de vida.

Riscos e complicações

Embora a Covid longa raramente leve à morte diretamente, pode aumentar o risco de óbito em pessoas com comorbidades, ao potencializar condições como insuficiência respiratória, complicações cardiovasculares e danos neurológicos. Pesquisas ainda estão em andamento para entender melhor a relação entre a Covid longa e mortalidade, mas o risco parece ser maior entre diabéticos e portadores de doenças cardiovasculares.

Atenção aos sinais

  • Monitore os sintomas persistentes: fadiga intensa, falta de ar, dores contínuas e alterações cognitivas devem ser investigadas.
  • Observe agravamento de comorbidades: fique atento se tiver condições crônicas como hipertensão, diabetes ou problemas cardíacos.
  • Procure ajuda médica: relate qualquer sintoma prolongado ao seu médico, mesmo que a infecção inicial tenha sido leve ou assintomática.

O que fazer se suspeitar de Covid longa?

  • Busque atendimento especializado para avaliação clínica e acompanhamento.
  • Monitore comorbidades com mais atenção para evitar complicações.
  • Cuide da saúde mental: o apoio psicológico pode ser essencial nesse processo.
  • Pratique o autocuidado: mantenha uma alimentação equilibrada, descanse o suficiente e faça atividades leves com orientação médica.

Conclusão

A Covid longa é uma condição real e preocupante, que pode atingir até mesmo quem teve sintomas leves ou nenhum sintoma durante a infecção inicial. Além de comprometer o bem-estar, ela pode agravar doenças crônicas e exigir acompanhamento contínuo. Estar atento aos sinais, buscar apoio médico e cuidar da saúde integral são passos fundamentais para lidar com essa nova e complexa fase da pandemia.

Leia também: Diagnóstico de Covid longa passa despercebido nos serviços de saúde

Fontes

Tradução livre dos títulos das matérias

Organização Mundial da Saúde (OMS) Informações sobre a condição pós-COVID-19

Doença do coronavírus (COVID-19): Condição pós-COVID-19

The Lancet Journal

Consequências a longo prazo da COVID-19: necessidades de investigação

Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Orientações sobre o manejo da COVID longa e sua relação com comorbidades

Everaldo Goes / Feira Hoje 

21/02/25

Atualizada 23/02/25

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