Saúde 6 de fevereiro de 2025

Especialista explica necessidade de vacinação contra a gripe mesmo para quem tomou o imunizante recentemente

Todo ano, nos meses de março e abril, acontece a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. É neste período que o imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a proteção da população antes do início do inverno. Afinal, é nos meses mais frios que ocorre a maior circulação do vírus influenza e de outras doenças respiratórias, que só em 2024 causaram quase 80 mil hospitalizações. Para quem deixou de se vacinar na última campanha e acabou se vacinando só recentemente, pode surgir a dúvida: preciso tomar o imunizante de novo na campanha de 2025?

A resposta é sim. Tanto quem tomou a vacina normalmente na campanha de 2024, como quem não tomou ou atrasou a dose, deve receber o novo imunizante em 2025. Embora alguns postos de saúde tenham doses sobrando do ano anterior, é necessário tomar também a vacina atualizada que estará disponível nos próximos meses – especialmente se você faz parte dos grupos de risco.

“A vacinação anual é fundamental para manter a proteção de todos, em especial dos indivíduos mais vulneráveis. Idosos, gestantes, crianças de 6 meses a 5 anos e pessoas com doenças crônicas têm um risco muito maior de hospitalização, internação e óbito por influenza”, destaca o médico infectologista e diretor de Matéria Médica do Butantan, José Moreira.

A atualização é importante porque o vírus influenza se modifica frequentemente para conseguir “driblar” o sistema imune do hospedeiro e sobreviver por mais tempo. A vacina da campanha de 2025 será composta pelas cepas de influenza A/Victoria (H1N1), A/Croácia (H3N2) e B/Áustria (linhagem Victoria), de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A formulação é reavaliada semestralmente (em fevereiro no Hemisfério Norte e em setembro no Hemisfério Sul) para tentar garantir que os vírus incluídos na vacina correspondam aos vírus em circulação, que têm maior probabilidade de causar epidemias futuras.

Em 2024, somente 54,6% do público-alvo das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil compareceu ao posto para receber sua dose, segundo o Ministério da Saúde. Na região Norte, a cobertura ficou ainda mais baixa, atingindo 40%. A taxa recomendada é de pelo menos 90% para controlar a disseminação da influenza e prevenir internações e óbitos.

No inverno do ano passado, entre julho e agosto, a incidência de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se concentrou entre os idosos e os menores de 2 anos de idade, de acordo com o Boletim InfoGripe. O vírus influenza foi um dos principais responsáveis pelos óbitos. Ao todo, em 2024, foram notificados 5.325 óbitos com positividade para vírus respiratórios, sendo 30% de influenza.

Com informações do Butantan

FH, 06/02/25

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on RedditShare on LinkedInEmail this to someoneShare on Tumblr


Buscar

Ad
Ad

Impresso Especial

Ad