Nacional 28 de janeiro de 2025

Fiocruz apresenta novos dados de estudo que avalia saúde da população de Brumadinho

Percentual de crianças com arsênio acima do valor de referência subiu para 57%, com aumento mais significativo nas regiões próximas a áreas de desastre e mineração ativa

Pesquisadores da Fiocruz Minas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acabam de concluir mais uma etapa do estudo que avalia as condições de vida e saúde, além das demandas para os serviços de saúde, da população de Brumadinho, após o desastre causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Vale, que completa seis anos no último sábado (25). As crianças de 0 a 6 anos de idade avaliadas apresentaram resultados que mostraram um aumento da taxa de detecção de metais na urina.

Foi detectada a presença de pelo menos um de cinco metais (cádmio, arsênio, mercúrio, chumbo e manganês) em todas as amostras analisadas. O percentual total de crianças com níveis de arsênio acima do valor de referência passou de 42%, em 2021, para 57%, em 2023, sendo que, nas regiões próximas a áreas do desastre e de mineração ativa, o percentual de aumento entre um ano e outro é ainda mais significativo.


Intitulado Programa de Ações Integradas em Saúde de Brumadinho, o estudo é desenvolvido em duas frentes de trabalho: uma com foco na população com idade acima de 12 anos e outra voltada para as crianças de 0 a 6 anos de idade

O estudo visa detectar as mudanças ocorridas nessas condições em médio e longo prazo e, dessa forma, os participantes são acompanhados anualmente, desde 2021. Um compilado dos dados coletados durante o primeiro ano de acompanhamento já havia sido realizado. Agora, as análises incluem dados do terceiro ano, 2023, permitindo estabelecer uma comparação entre os períodos.

Com informações Fiocruz 

FH, 28/01/25

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