Vendas de frutas frescas pela Bahia movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano
Estado, que mais exporta no País, discute ações de prevenção e combate à mosca da carambola
Esse método, de acordo com o pesquisador, pode ser aplicado no caso da mosca da carambola, mas antes precisam ser realizados novos testes. E é com esse objetivo que a Seagri se articula para buscar recursos e parcerias que permitam tirar esse planejamento do papel e garantir aos mercados interno e externo as boas condições das frutas baianas.
Além do tratamento hidrotérmico, os técnicos indicaram também a necessidade de medidas que evitem a chegada da praga a Bahia, como barreiras sanitárias em aeroportos e rodovias, além do monitoramento das populações da mosca no campo, a fim de subsidiar o combate feito com métodos isentos de químicos, como a instalação de iscas no pomar e outras técnicas de manejo integrado de pragas (MIP).
Mosca
Nativa da Indonésia, Malásia e Tailândia, a espécie foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1996, no Amapá. A mosca-da-carambola representa uma grande ameaça à agricultura do país por causa dos danos econômicos que essa praga pode causar, principalmente, à fruticultura.
Ao se alimentar de um fruto, a mosca-da-carambola deposita larvas que se tornam hospedeiras e aceleram o processo de amadurecimento e queda do fruto já estragado. Além da carambola, de maior preferência, a praga também pode atacar outras frutas, como goiaba, manga, jambo, acerola e tangerina, tornando os frutos inviáveis para consumo humano e aumentando o custo da produção por causa das medidas de combate.
Ascom/Seagri
FH, 23/11/23




