Nacional 15 de junho de 2022

Universidade Federal do Ceará desenvolve novo biolubrificante

O trabalho, desenvolvido por pesquidores em parceria com a Petrobrás, resultou em patente

O petróleo é ainda a principal fonte para a produção de combustíveis e lubrificantes no mundo. Contudo, as constantes oscilações em seu preço, assim como os potenciais danos ambientais dos derivados de origem fóssil, vêm motivando a busca por produtos provenientes de matérias-primas renováveis.

Seguindo essa tendência, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Petrobras, criaram um lubrificante industrial de origem vegetal de alto valor agregado, elaborado por meio de uma nova rota química que o torna comercialmente mais competitivo. O invento acaba de garantir a 28ª carta patente à UFC.

O novo biolubrificante (nome dado aos lubrificantes biodegradáveis e não tóxicos ao meio ambiente e ao ser humano) pode ser obtido através da soja, do girassol, do babaçu, do algodão e da carnaúba, entre outras oleaginosas, mas é por meio da mamona que ele alcança os melhores resultados, gerando produtos com melhores propriedades físico-químicas. É o que explica o Prof. Murilo Luna, um dos autores do invento. Ele informa que esses produtos têm inúmeras utilidades, podendo ser utilizados para formulação desde fluidos hidráulicos até lubrificantes para motores e compressores.

“Este invento também pode ser uma oportunidade para as indústrias de biodiesel, que já trabalham com o mesmo tipo de matéria-prima. Elas podem desenvolver produtos de alto valor agregado, além dos combustíveis”, defende Murilo Luna, que é docente do Departamento de Engenharia Química da UFC e integrante do Núcleo de Pesquisas em Lubrificantes.

A patente foi solicitada em 2018 ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o qual concedeu a carta patente no fim de maio deste ano. Mas a pesquisa segue avançando. O professor adianta que a equipe de pesquisadores já está trabalhando no aperfeiçoamento dos processos descritos na patente, desta vez utilizando catalisadores desenvolvidos na própria UFC para agilizar os processos químicos.

Fonte: UFC

FH, 15/06/22

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