Baixa cobertura vacinais de crianças resulta na volta do sarampo
Depois de ter recebido a certificação de país livre do sarampo pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), em 2016, e permanecendo assim até 2017, o Brasil passa a registrar, nos últimos anos, o avanço da doença em todo o território nacional. Um dos motivos para a volta do sarampo são as baixas coberturas vacinais das crianças no Brasil.
A queda provoca o aumento no número de pessoas suscetíveis e, consequentemente, ao reaparecimento da doença. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) informa que a cobertura vacinal da tríplice viral – que protege contra a doença e é administrada em duas doses – passou a registrar índice insuficiente desde 2017. Naquele ano, o índice foi de 86,2%. Em 2021, a cobertura despencou: somente 50,1% do público-alvo no Brasil recebeu a segunda dose da vacina tríplice viral.
O sarampo é uma doença viral aguda altamente transmissível que pode apresentar complicações, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Para evitar surtos da doença, a campanha de vacinação em 2022 é focada em crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade e trabalhadores da saúde.
A vacina, gratuita, é oferecida nos postos de saúde dos municípios.
Com informações Fiocruz
FH, 13/05/22




