CoronaVac tem proteção aumentada em pessoas com doenças reumáticas que praticam atividade física
Pesquisa contou com mais de mil voluntários com doenças reumáticas autoimunes
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo concluíram que a prática de atividades físicas pode aumentar e manter por mais tempo os anticorpos contra a Covid-19 em imunossuprimidos que receberam a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac. O artigo Physical Activity Associates with Greater Antibody Persistence through 6 Months after the Second Dose of CoronaVac in Patients with Autoimmune Rheumatic Diseases, foi publicado na última sexta (28) na plataforma de preprints Research Square.
Os pesquisadores analisaram o perfil de atividades físicas de mais de mil pacientes com doenças reumáticas autoimunes para verificar se o nível de exercício teria influência na imunogenicidade da CoronaVac, ou seja, nos anticorpos anti-SARS-CoV-2 persistentes seis meses após o esquema de vacinação completo com duas doses.
De acordo com os estudiosos, o nível de atividade física ajuda no processo de defesa do sistema imunológico, melhorando a proteção da vacina contra o novo coronavírus. Seis meses após a vacinação, pacientes do sexo masculino e que usavam prednisona e produtos biológicos foram associados à baixa imunogenicidade, enquanto pacientes fisicamente ativos mostraram associação com uma melhor resposta humoral.
O benefício foi observado em pessoas que haviam feito atividades físicas por pelo menos duas horas e meia por semana e não ficavam mais de oito horas por dia sentadas ou deitadas.
“Em conclusão, entre os pacientes com doenças reumáticas autoimunes, ser fisicamente ativo foi associado a um aumento na persistência de anticorpos ao longo de 6 meses após um esquema completo de duas doses de vacina de SARS-CoV-2 inativado”, resumem os pesquisadores.
Fonte: Butantan, com colaboração do jornalista científico Peter Moon
FH, 05/01/22




