Alta da Selic para 15% ao ano provoca críticas de empresários e sindicalistas
A elevação da Taxa Selic para 15% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), gerou forte reação de entidades da indústria, do comércio e das centrais sindicais. Para o setor produtivo, a medida desestimula investimentos, encarece o crédito e freia a geração de empregos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “injustificável” e alertou para os efeitos negativos sobre a economia real.
Representantes do varejo, como a Associação Paulista de Supermercados (Apas), afirmam que havia margem para manter ou até reduzir os juros. “Não há justificativas para uma taxa neste patamar. Com juros mais civilizados, o crescimento do PIB poderia ser muito maior”, avaliou Felipe Queiroz, economista-chefe da entidade. Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lembrou que a inflação subjacente segue acima da meta, o que justificaria, em sua visão, um aperto monetário mais moderado.
As centrais sindicais foram ainda mais enfáticas nas críticas. Para a CUT e a Contraf-CUT, os juros altos penalizam famílias, trabalhadores e empresas, transferindo renda para o sistema financeiro. “Essa política reduz o consumo e o investimento, comprometendo a geração de empregos e o crescimento”, afirmou Juvandia Moreira, vice-presidenta da CUT.
A Força Sindical também se manifestou, chamando os juros elevados de “veneno para matar a produção”. Segundo Miguel Torres, presidente da entidade, a continuidade dessa política tende a aprofundar o desemprego e a pobreza no país.
Feira Hoje, com informações da EBC
19/06/25




